Apresentação
Edições
de 2000
Edições
de 1999
Edições
Especiais
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| MATÉRIA |
PÁGINA |
| Editorial |
2 |
| Violência
masculina |
2 |
| O
que elas esperam do ano 2000 |
3 |
| Bancada
feminina define projetos prioritários |
4 |
| Dia
internacional pela não-violência contra a mulher é lembrado
na Câmara |
4 |
| Estabilidade
do companheiro é aprovada na CTASP |
4 |
| Direitos
da trabalhadora gestante agora podem ser transferidos |
5 |
| Mulher
chefe de família poderá ter financiamento especial para habitação |
5 |
| CCJ
do Senado aprova dois projetos de apoio às mulheres |
5 |
| Comissão
da Câmara aprova estímulo a programa de aleitamento |
5 |
| CTASP
rejeita regulamentação da licença paternidade |
5 |
| Mulheres
e AIDS: ter ou não ter filhos? |
6 |
| Mulheres,
AIDS e reprodução |
7 |
| VIII
Encontro Feminista da América Latina e Caribe |
8 |
| Curso
pioneiro em Santa Catarina forma mulheres para atuação política |
9 |
| As
conquistas das mulheres durante o ano de 1999 |
10 |
| Democracia,
justiça econômica e de gênero |
10 |
| Sou
cidadã, conheço meus direitos |
11 |
| Bioética,
direitos humanos e gênero |
12 |
| Comunidade
afro-brasileira |
12 |
| Grupo
de homens |
12 |
| O
desafio da diferença |
12 |
| Catálogo
DST/AIDS |
12 |
| Direitos
humanos |
12 |
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| Editorial |
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http://www.cfemea.org.br/jornalfemea/1999/femea83/
E chegamos ao fim de 1999 apostando sempre
que o próximo ano será melhor, principalmente porque é ano de
eleição e queremos aumentar o número de mulheres vereadoras e
prefeitas nas cidades e municípios.
É cada vez maior o número de cursos de
formação política para mulheres que estão sendo oferecidos
em diferentes regiões do país. Nesta edição mostramos a
experiência de Santa Catarina.
No Congresso Nacional tivemos vitórias em
1999. Dois projetos de duas parlamentares se transformaram em
lei. Um da deputada Rita Camata (PMDB-ES) que aponta punições
contra a discriminação da mulher no mercado de trabalho. O
outro projeto é o da deputada Maria Elvira (PMDB-MG) que dá às
mulheres vítimas de câncer de mama o direito de fazer cirurgia
plástica para reconstituir o seio gratuitamente pelo SUS -
Sistema Único de Saúde. Na próxima edição do Fêmea,
faremos um balanço dos projetos de lei de 1999 que estão
tramitando no Congresso.
Aproveitamos, também, neste Fêmea, para
falar sobre Mulher e AIDS sob um novo ângulo: o direito das
mulheres grávidas soropositivas terem assistência médica e o
direito à maternidade daquelas que querem ter filhos. Um tema
pouco abordado e que hoje gera novas discussões. O objetivo
maior é afastar o preconceito contra as portadoras do HIV.
Divulgamos também nesta edição informações sobre o VIII
Encontro Feminista da América Latina e Caribe que aconteceu na
República Dominicana com a participação de cerca de mil
mulheres de vários países. E também aproveitamos para falar
de homens que começam a se organizar em ONGs para discutir
sobre suas dificuldades, desejos e esperanças. Ficamos por
aqui. Estaremos de recesso de 20/12 a 3/1/2000. E para todas nós
muita esperança, fé e amor no ano 2000.
"As almas, como os corpos, também podem
morrer de fome. Queremos pão, mas também queremos rosas".
Tecelãs de Massachusetts.
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| Violência
masculina |
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Foi realizado em Brasília, em novembro, c
promovido pelo Ministério da Justiça e ONGs. O Seminário
abordou a violência contra a mulher com enfoque no homem que
agride. O novo enfoque parte do princípio de que, se a violência
contra a mulher é resultante de relações de gênero
desiguais, é essencial que se trabalhem os dois pólos dessa
relação (homem x mulher). No Brasil, são poucas as pesquisas
de intervenção sobre como trabalhar com homens que têm sido
violentos nos seus relacionamentos pessoais e que procuram
aconselhamento para mudar sua maneira de interagir. Pesquisas
internacionais demonstram que a violência doméstica é freqüentemente
associada à perda do poder econômico impossibilitando os
homens de cumprirem o papel de provedor, assim podem recorrer à
violência como forma de expressar sua frustração ou para
restaurar seu papel tradicional masculino de poder.Altas taxas
de violência também estão associadas com a baixa auto-estima
e idéias conservadoras sobre papéis de gênero.
Em São Paulo, a ONG CES - Centro de Educação
para a Saúde -, que atua na região do ABC Paulista com sede em
Santo André, trabalha com homens. Começou em 1986 treinando e
capacitando mulheres para ação preventiva de saúde nos
bairros. Depois de algum tempo, elas solicitaram um curso para
os maridos, para que eles também compreendessem o conceito de
saúde, não só como ausência de doenças, mas também como
bem-estar físico e psicológico.
No início, as atividades com os homens
estavam centradas nas questões de saúde reprodutiva e sexual.
Foram realizadas várias oficinas. "Ficou claro naquele
momento que estávamos abrindo um espaço para esses homens que
nunca tinham vivenciado uma experiência semelhante",
lembra Sérgio Barbosa, coordenador do projeto. Destacou que até
mesmo alguns homens militantes dos sindicatos do ABC
demonstraram uma necessidade de falar de sentimentos, o que
tanto no Sindicato como nas Jornadas de Formação não
acontecia. O tema da violência intrafamiliar surgiu a partir
das atividades relacionadas à saúde reprodutiva e sexual. Os
homens vivem com e em muitas situações de risco criadas por um
modelo de masculinidade estereotipada, segundo avalia Sérgio
Barbosa. Falar sobre violência foi sempre difícil. Em conjunto
com outros temas, como preservação das DSTs e sexualidade, se
conseguia avançar na discussão. Os resultados positivos começaram
a aparecer. Surgiu uma parceria com a Assessoria dos Direitos da
Mulher da Prefeitura de Santo André, e na campanha de 1998 de
Combate à Violência Contra a Mulher, foram realizadas oficinas
de prevenção com alguns grupos exclusivamente de homens.
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| O
que elas esperam do ano 2000 |
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Elas estão na batalha do dia-a-dia
procurando, cada uma a seu modo, defender os direitos das
mulheres. Neste ano elas acharam que as mulheres obtiveram
conquistas em suas áreas profissionais. Para o último ano do século,
o ano 2000, elas também estão otimistas. Esperam mais vitórias.
Para as parlamentares da bancada feminina do Congresso Nacional
o ganho passa pelas eleições municipais. Elas apostam no
crescimento das mulheres na política, ocupando, em maior número,
as prefeituras e câmaras municipais.
A deputada Yeda Crusius (PSDB-RS), primeira
mulher a presidir a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara
dos Deputados, aposta no ano eleitoral. Na opinião da deputada
as eleições municipais favorecem as mulheres porque as
atividades que elas desempenham nas associações de bairro,
sindicatos, grupos, movimentos e partidos políticos têm
visibilidade na comunidade. "As mulheres realizam um
trabalho histórico na área social e é na eleição que este
trabalho vai ter maior visibilidade", acrescenta. Ela
acredita, também, que os movimentos organizados de mulheres não
são mais considerados marginais. Fazem parte, hoje, da agenda
política e social do mundo que está se feminilizando. A
senadora Heloísa Helena (PT-AL), primeira senadora eleita pelo
estado de Alagoas, disse que vai se dedicar diretamente às eleições
municipais. Vai trabalhar no corpo a corpo para incentivar as
mulheres a se candidatarem às eleições e defender a vitória.
"Não podemos entrar para perder". A senadora, no
entanto, não deixa de se mostrar pessimista em relação a
fatos que ocorreram, este ano, com mulheres políticas, como o
assassinato da ex-deputada alagoana Ceci Cunha e da prefeita de
Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, Dorcelina Folador. Fora da área
política, a senadora acredita que a situação das mulheres não
é das melhores. "Na minha opinião o modelo econômico que
aí está é perverso e conseqüentemente o balanço para as
mulheres também é perverso. Temos o desmantelamento da saúde
da mulher nos serviços públicos de saúde, o desemprego de
seus maridos e a violência doméstica, que afetam o cotidiano
feminino". A deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), que tem uma
atuação significativa na CPI do Narcotráfico, acredita que
aos poucos as mulheres estão avançando na garantia de seus
direitos na legislação e que, cada vez mais, estão se
destacando na comunidade pelo trabalho profissional que
realizam. "Pela competência que demonstramos estamos sendo
menos discriminadas", avalia. E para a deputada Rita Camata
(PMDB-ES) a expectativa para a bancada feminina no ano 2000 é
de que se possa, cada vez mais, garantir qualidade e efetividade
nas ações legislativas para concretizar a eqüidade de gênero.
"Em nossa trajetória não cabem retrocessos nem
encruzilhadas. É seguir em frente sempre".
Para a feminista Sueli Carneiro, do Geledés
- Instituto da Mulher Negra - a expectativa para o ano 2000 é
óbvia e direta. Ela quer que todas as convenções, pactos,
protocolos e conferências que pregam a defesa dos direitos das
mulheres sejam cumpridos pelo governo de cada país.
"Desejamos que o que está na lei chegue também na nossa
vida. Queremos que os compromissos de políticas públicas
assumidos se tornem realidade", afirma. Zeca Rosado, do
grupo "Católicas pelo Direito de Decidir" acredita
que a sociedade está aceitando, cada vez mais, as transformações
que dizem respeito às mulheres, principalmente no campo dos
direitos sexuais e reprodutivos. O direito ao aborto legal, a
escolha livre de parceiros sexuais e a denúncia contra a violência
doméstica já são temas que fazem parte do dia a dia da
sociedade, afirma Zeca Rosado que espera, também para o próximo
ano, que os serviços de aborto legal nos hospitais públicos
sejam estruturados para atender principalmente as mulheres
pobres.
Edna Roland, da ONG "Fala Preta"
espera que no ano 2000 tenha mais trabalho para quem está sem
oportunidades no mercado e que também as mulheres tenham mais
tempo disponível para a contemplação e a introspecção; ou
seja, mais chance de aproveitar a vida e diminuir o ritmo de
trabalho estressante. Para Gilberta Soares, do grupo Cunhã, da
Paraíba, a expectativa é a de que as mulheres continuem
obtendo ganhos subjetivos e concretos como vem acontecendo ao
longo dos anos. Ela considera a mudança de mentalidade e
cultural sobre o papel da mulher na sociedade como uma das
grandes vitórias alavancadas pelo Movimento Feminista. Outra
reivindicação do Cunhã para o próximo ano é que os serviços
públicos de saúde possam ampliar o atendimento dos serviços
de aborto legal e desenvolver com mais eficácia o atendimento
da saúde da mulher em relação principalmente à prevenção
da AIDS e ao planejamento familiar.
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| Bancada
feminina define projetos prioritários |
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A Bancada Feminina entregou, no último dia
24 de novembro, uma lista de quatro projetos ao presidente da Câmara,
deputado Michel Temmer (PMDB-SP), solicitando que agilize a
tramitação dessas matérias. Da lista, o único projeto que já
está pronto para ir ao Senado é o PL N° 885/99, (veja nota ao
lado) da deputada Maria Elvira (PMDB-MG). Os demais ainda estão
nas Comissões da Câmara, e, para isso, a Bancada vai elaborar
um pedido de urgência para que eles sejam levados direto ao
Plenário. Na lista estão ainda os projetos PL N° 3829/97, do
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que está na Comissão de
Constituição e Justiça (veja nota abaixo), o PL N° 2417/89
da deputada Rita Camata (PMDB-ES) que trata de incentivo fiscal
às empresas que investirem na qualificação da mão-de-obra
feminina, e está na Comissão de Finanças e Tributação
(CFT), e o PL N° 4578/98, do deputado De Velasco (PST-SP), que
assegura gratuidade de exame de paternidade (DNA), que também
se encontra na CFT. Apensado a este projeto, estão dois outros
sobre gratuidade do exame de DNA, um da deputada Iara Bernardi
(PT-SP) e outro da deputada Venessa Grazziotin (PC do B-AM) em
co-autoria com a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ).
A Bancada definiu ainda quatro projetos
prioritários no Senado. Nesta lista, estão a Proposta de
Emenda Constitucional (PEC 007/99) do Senador Ademir Andrade
(PSB-PA) que estabelece a alternância de sexo para indicações
de Ministros ao Supremo Tribunal Federal, que se encontra pronta
para votação no Plenário do Senado; o projeto (PRS 028/99) da
Senadora Emília Fernandes (PDT-RS) que cria no Senado a Comissão
de Direitos Humanos e Questões de Gênero, e que se encontra
aguardando parecer do senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) na
Comissão de Constituição e Justiça; o projeto de lei (PLS
212/99) do senador Geraldo Cândido (PT-RJ) que regulamenta a
venda de substitutos do leite materno, incentivando o
aleitamento, e que se encontra na Comissão de Assuntos Sociais
com parecer favorável da senadora Maria do Carmo Alves
(PFL-SE); e o projeto de lei (PLS 133/99) da senadora Emília
Fernandes, que reserva recursos para financiamentos
habitacionais para mulheres, que se encontra na CCJ.
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| Dia
internacional pela não-violência contra a mulher é lembrado
na Câmara |
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A Bancada Feminina organizou, com o apoio do
CFEMEA e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, uma audiência
pública para discutir os principais aspectos relacionados ao
tema da violência contra as mulheres. A audiência, embora
realizada no dia 24 de novembro, serviu para marcar o Dia
Internacional pela Não-Violência contra a Mulher (25 de
novembro). Foram convidadas para o evento, a presidente do
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Solange Bentes,
a representante do UNIFEM, Junia Puglia, a professora do
departamento de antropologia da UnB e integrante do Núcleo de
Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM), professora Mireya Suárez
e a procuradora federal que já integrou uma das comissões de
revisão do Código Penal, Dra. Ela Wiecko de Castilho.
Com essa composição, o debate foi marcado
por diferentes enfoques, passando pela discussão dos
instrumentos jurídicos e legais de combate à violência, o
diagnóstico da situação da violência contra mulheres no
Brasil e no Distrito Federal, as visões da população em geral
sobre o assunto e a mentalidade dos policiais, as possibilidades
de avanço na prevenção e no tratamento dos agravos desse tipo
de violência, entre outros temas.
Outra iniciativa que marcou o dia no
Congresso foi a distribuição de um número especial do
Informativo da Bancada Feminina destacando a data e trazendo uma
série de recomendações, baseadas no dossiê da Rede Nacional
Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (RedeSaúde). O
Informativo da Bancada está também disponível na internet, no
site da deputada Iara Bernardi (PT-SP). O endereço é: http://www.iarabernardi.org.br.
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| Estabilidade
do companheiro é aprovada na CTASP |
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A Comissão de Trabalho, Administração e
Serviço Público (CTASP) da Câmara aprovou, no dia 24 de
novembro, o parecer favorável do deputado Luiz Antônio Fleury
(PTB-SP) ao projeto de lei do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP)
que estabelece a estabilidade provisória no emprego para o
trabalhador cuja mulher estiver grávida (PL 3829/97). Segundo o
projeto, o futuro pai não poderá ser demitido a partir do
momento em que se constata a gravidez até três meses após o
nascimento da criança. Na negociação do projeto definiu-se
que a estabilidade não se aplicará aos casos de falta grave
nem para os contratos temporários de trabalho.
O projeto é de grande interesse para o
movimento de mulheres especialmente por estimular o
compartilhamento entre homens e mulheres das responsabilidades
com a educação dos filhos. Vale lembrar que, no Fêmea n° 78,
o deputado Arlindo escreveu um artigo em que analisa a importância
deste projeto para a democratização das relações de gênero
e para o futuro das crianças.
O projeto segue agora para a Comissão de
Constituição, Justiça e Redação da Câmara, mas como consta
da lista de prioridades da Bancada Feminina, para a qual se
apresentará pedido de urgência, poderá ser levado direto ao
Plenário da Câmara.
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| Direitos
da trabalhadora gestante agora podem ser transferidos |
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Os direitos assegurados à trabalhadora
gestante, como a licença e o salário maternidade, poderão ser
transferidos para a pessoa que detiver a guarda do recém-nascido,
no caso de a mãe vir a falecer. Essa é a proposta do projeto
de lei complementar nº 59/99, apresentado pela deputada Nair
Lobo (PMDB-GO) e aprovado com parecer favorável da deputada
Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) na Comissão de Trabalho,
Administração e Serviço Público da Câmara no último dia 24
de novembro.
Essa é uma idéia originalmente apresentada
pelo ex-deputado José Fortunati (PT-RS), que havia sido
arquivada no final da última legislatura e retomada pela
deputada Nair este ano. A proposta de estender os direitos a
quem tiver a guarda da criança é muito importante em um país
que, como o Brasil, tem um índice elevado de mortalidade
materna (150 mortes para cada 100 mil nascidos vivos, o que
significa um índice 40 vezes maior que o dos países
industrializados - veja Fêmea n° 81).
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| Mulher
chefe de família poderá ter financiamento especial para habitação |
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Foi aprovado pela Comissão de Constituição,
Justiça e Redação da Câmara (CCJR) o parecer favorável da
relatora, deputada Nair Lobo (PMDB-GO), ao projeto de lei da
deputada Maria Elvira (PMDB-MG) que institui um programa de
financiamento habitacional para mulheres chefes de família. O
projeto (PL 885/95) já havia sido aprovado em junho do ano
passado pela Comissão de Seguridade Social e Família, e
aguardava, desde então, a votação na CCJR. Pelo texto
aprovado - um substitutivo ao projeto original, elaborado pela
relatora na CSSF, a ex-deputada Marta Suplicy (PT-SP) - as
mulheres de baixa renda que sustentam sozinhas a sua família,
serão beneficiadas com projetos específicos de financiamento
habitacional, dentro de um Programa Nacional de Habitação para
Mulheres com Responsabilidades de Sustento da Família. O
Programa será operado dentro das modalidades previstas pelos
Programas de Habitação promovidos pelo Governo Federal. O
projeto segue agora para votação no Senado.
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| CCJ
do Senado aprova dois projetos de apoio às mulheres |
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A Comissão de Constituição e Justiça do
Senado (CCJ) aprovou, no dia 17 de novembro, o projeto da
senadora Emília Fernandes (PDT-RS) que institui o "Diploma
Mulher-Cidadã Bertha Lutz". O prêmio será concedido
anualmente pelo Senado a mulheres que, no Brasil, tenham
oferecido contribuição relevante à defesa dos direitos e
interesses das mulheres. Na semana seguinte, no dia 24 de
novembro, a CCJ aprovou outro projeto da senadora Emília, o PLS
102/99, que autoriza o Poder Executivo a criar um serviço de
disque-denúncia para casos de violência contra as mulheres.
Ambos os projetos ainda devem ser votados pelo plenário do
Senado.
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| Comissão
da Câmara aprova estímulo a programa de aleitamento |
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A Comissão de Seguridade Social e Família
(CSSF) da Câmara aprovou no dia 24 de novembro o projeto da
deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) que trata da descentralização
dos recursos para programas de atendimento aos desnutridos e às
gestantes em risco nutricional. O projeto, PL n° 809/99,
originalmente proposto pelo ex-deputado Marquinho Chedid, foi
bastante elogiado pela relatora, deputada Almerinda de Carvalho
(PFL-RJ), e aprovado por unanimidade pela Comissão. O projeto
segue agora para a Comissão de Finanças e Tributação, tendo
sido também acolhido no relatório final da Comissão Mista
Especial de Combate à Pobreza.
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| CTASP
rejeita regulamentação da licença paternidade |
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A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou,
no dia 24 de novembro, o parecer do deputado Laire Rosado
(PMDB-RN), contrário ao projeto que regulamenta a Licença
Paternidade, PL 611/99, de autoria do deputado Waldomiro
Fioravante (PT-RS). Agora a matéria segue para ser apreciada
pela CCJR.
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| Mulheres
e AIDS: ter ou não ter filhos? |
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Celina Santos Boga Marques Porto
Médica Pediatra do Centro de Saúde Escola da Fundação
Oswaldo Cruz e bolsista da Fundação MacArthur
"O que mais me entristece, depois que
descobri que estou com o HIV, é que não poderei ter outros
filhos." Essa frase é de L., 35 anos, atendida pelo Centro
de Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Seu marido, G., também
portador do vírus, concordou visivelmente constrangido.
Casos como o de L. e G. são cada vez mais
freqüentes. Diante de situações como essa, como vêm agindo
os profissionais de saúde?
Entre os muitos problemas surgidos entre as
mulheres, talvez os de mais difícil solução sejam aqueles
relacionados com a gravidez e a maternidade, por envolver questões
pessoais, culturais, religiosas e éticas - campos férteis para
o conflito e o contraditório.
Por sua natureza, implica na tomada de uma série
de decisões para as quais os serviços de saúde não estão
preparados para acolher. Tanto para a mulher soropositiva que
deseja engravidar como para aquela que pelo mesmo motivo não
quer mais conceber. Muitas sofrem repressão e censura nos serviços
de saúde e terminam qualificadas como "irresponsáveis"
ao serem descobertas grávidas. Outras, que decidem por um método
radical de contracepção ou dolorosamente manifestam o desejo
de interromper aquela gravidez com um aborto, acabam recebendo o
mesmo adjetivo.
Neste cenário, o crescimento da epidemia
entre as mulheres, afinal, tem despertado maior preocupação
com as crianças ou com as próprias mulheres?
Quando uma mulher descobre que é
soropositiva, grávida ou não, ela experimenta uma enorme tensão.
Ela se coloca em contato com seu próprio diagnóstico, com a
possibilidade de seu novo filho se contaminar e com a
angustiante dúvida de estarem seus outros filhos também
infectados. Para algumas trata-se de perder alguém que nunca
existiu. Para muitas, de ver seu potencial como mulher reduzido.
Para outras, razão de se alegrar por ser ainda capaz de gerar
uma nova vida, apesar do diagnóstico de portadora.
Como compreender todos esses sentimentos e
respeitar as decisões das mulheres, sem fazer uma revisão de
posturas éticas equivocadas, controladoras e reveladoras da
incapacidade de olhar a situação do ponto de vista dessa
mulher? Como desconhecer que decisões individuais sobre a
maternidade e a gravidez expressam expectativas apoiadas em
valores culturais e sociais que são muito amplos e que
transcendem a realidade da convivência com o vírus?
Dificilmente encontramos entre os
profissionais de saúde aquele que desconheça a extensão da
epidemia da AIDS no Brasil e a gravidade do seu quadro entre as
mulheres. A mídia tem se encarregado de divulgar dados a
respeito, comparando-os com os de outros países. Os encontros,
seminários e congressos têm debatido com insistência o tema,
socializando resultados de vários estudos e reafirmando a
preocupação mundial com a necessidade de criar condições
para o trabalho contra a crescente feminização da epidemia, além
de consagrar a possibilidade de evitar que a infecção pelo HIV
seja transmitida da mãe para o filho, como uma das mais
significativas descobertas da ciência neste campo.
O uso do AZT entre mulheres grávidas
soropositivas durante a gestação, no momento do parto, e pelo
bebê nas seis primeiras semanas de vida reduz em 70% as chances
de transmissão do vírus. A utilização desse recurso terapêutico,
associado a alguns cuidados específicos do início do trabalho
de parto ao nascimento, e a substituição do leite materno,
pode modificar, entre nós, os dados epidemiológicos que
apontam a transmissão materno-fetal como responsável por cerca
de 90% dos casos de AIDS pediátrico.
Aplicar essa estratégia, entretanto, pressupõe
antes de mais nada, reconhecer o perfil das mulheres brasileiras
infectadas e/ou das que procuram os serviços públicos de saúde
para outros eventos relativos à saúde sexual e reprodutiva.
Elas são cada vez mais jovens e o que é mais grave, cada vez
mais pobres. São, consequentemente, as que têm menos acesso à
educação, aos serviços de saúde e pouca habilitação para o
trabalho formal. Convivem, em sua maioria, com as dificuldades
que resultam do desemprego de seus companheiros. Convivem com a
banalização de suas queixas de saúde em serviços
desprestigiados e desaparelhados para enfrentarem as
necessidades criadas pela infecção do HIV. Antigas
necessidades encontram-se hoje agravadas pelo avanço da
epidemia de AIDS e pelo expressivo crescimento de muitas outras
DSTs.
A reunião de todos esses elementos evidencia
e recoloca a todo instante um enorme desafio a trabalhadores de
diferentes formações e que, no cotidiano, lidam com
dificuldades e dramas gerados pelas inúmeras limitações que
impedem as mulheres de usufruírem de direitos relacionados com
sua vida reprodutiva.
O avanço da ciência no campo da AIDS é
inquestionável. O conhecimento acumulado sobre o tema é quase
que diariamente atualizado, mas ele tem que estar disponível e
acessível a todos, homens e mulheres.
É possível responder melhor a alguns
problemas, sobretudo se incorporarmos o ponto de vista desses
mesmos homens e mulheres ao desenho das linhas de ação para o
seu enfrentamento e mais ainda, se no momento da execução do
trabalho em saúde, cuidadosamente, nos despirmos de
preconceitos e julgamentos.
Aconselhar não é impor. É apontar opções
e colaborar na construção de soluções mais exitosas e
socialmente aceitas. Informar integralmente quando e como
casais, onde apenas um parceiro é soropositivo, podem tentar a
concepção, diminuindo os riscos de uma nova infecção.
Alertar e estar vigilante para as medidas dos governos que
resultam na subtração de direitos sociais e desqualificam o
trabalho profissional. Aplaudir e adotar as proposições que
evidenciam o compromisso com políticas públicas para o setor
saúde e que recolocam o SUS no caminho originalmente concebido.
A epidemia de AIDS já atinge 33 milhões de
pessoas em todo o mundo. Ceifou milhões de vidas e tem impedido
o nascimento de muitas outras. Casais como L. e G. são muitos,
estão nas filas à espera de atendimento e respostas, e
continuarão a desafiar os profissionais e os serviços de saúde.
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| Mulheres,
AIDS e reprodução |
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Wania Maria do Epírito Santo Carvalho
Assistente Social do Projeto Com-Vivência - Ações Integradas
de Estudos e Atendimentos a Soropositivos - Hospital Universitário
de Brasília - UNB
O aumento do número de mulheres contaminadas
pelo vírus HIV vem sendo amplamente divulgado pelos meios de
comunicação. Tal fato suscita algumas reflexões a respeito
desses números e da interface existente entre saúde
reprodutiva e AIDS, colocando a discussão em termos da questão
do direito reprodutivo.
A crescente feminização da epidemia da AIDS
revela a existência, no Brasil, de um número estimado de
200.000 mulheres infectadas ou doentes de AIDS. Considerando que
a grande maioria dessas mulheres encontra-se em idade
reprodutiva, calcula-se que aproximadamente 12.000 mulheres
soropositivas estejam grávidas.
Ao atingir assustadoramente a população
feminina, a AIDS determinou o aumento do número de crianças
infectadas verticalmente; sabemos que mais de 4.000 crianças
foram contaminadas por suas mães desde o início da epidemia.
Diante desse quadro observa-se, por parte das
autoridades competentes e dos profissionais de saúde, uma
crescente preocupação com a redução do risco da transmissão
do HIV da mãe para o filho.
O acúmulo de conhecimentos acerca da
transmissão vertical tem possibilitado a identificação de
estratégias de intervenção capazes de reduzir o risco de
contaminação, na medida em que não estão disponíveis ações
terapêuticas e profiláticas definitivas contra o HIV. Neste
sentido concentram-se os esforços na identificação precoce da
gestante soropositiva para HIV nos serviços de pré-natal, com
a introdução do aconselhamento e da testagem sorológica para
o HIV.
O acompanhamento da gestação, com a introdução
da terapia antiretroviral a partir da 14ª semana, o
monitoramento do parto e a administração do AZT endovenoso, e
a atenção especial ao recém-nato, realizados por uma equipe
interdisciplinar e multiprofissional, de modo integrado,
considerando as especificidades de cada caso, pode reduzir
sensivelmente o risco da transmissão vertical.
Mas, em que pese os inúmeros avanços terapêuticos,
os desafios ainda são enormes: 1) a dificuldade de acesso da
população feminina aos serviços de pré-natal; 2) a
disponibilização de uma atenção integral à gestante
soropositiva; 3) a inexistência, em número suficiente, de
equipes especializadas no manejo do HIV/AIDS. Deste modo, é
fato que nem todas as gestantes portadoras têm se beneficiado
dos recursos de que dispomos atualmente para reduzir o risco da
transmissão vertical. A identificação e a captação de
gestantes portadoras do HIV tem ocorrido, muito freqüentemente,
em fases avançadas da gravidez e até mesmo na hora do parto, o
que impossibilita o manejo precoce adequado da gestação.
Se por um lado muitas mulheres descobrem sua
condição sorológica durante a gravidez, outras engravidam
apesar desta condição. O risco da contaminação vertical, os
sofrimentos causados pela doença aliados à perspectiva da
morte são fatores que, sem dúvida, interferem na decisão da
mulher HIV+ desestimulando a gestação. Mas, apesar disto, não
é raro que, por desejo consciente, crenças religiosas, falta
de informação e orientação ou pela vulnerabilidade
decorrente das relações de gênero, um número significativo
de mulheres soropositivas engravidem.
Apesar da gestação soropositiva não ser
considerada de alto risco, um grande número de mulheres que se
encontram em tratamento para o HIV e engravidam sofrem recriminações
e/ou discriminações por parte dos profissionais de saúde que,
via de regra, condenam e proíbem essa gravidez.
Sob pressão e sem informações confiáveis
a respeito do tratamento a que devem se submeter essas mulheres
muitas vezes abandonam o serviço e retardam o início do pré-natal
colocando em risco seus filhos e a sua própria saúde.
Sem dúvida a relação AIDS/maternidade
ultrapassa a questão do risco da transmissão vertical,
atingindo a mulher diretamente no exercício de seus direitos
reprodutivos.
Os dados epidemiológicos apontam as conseqüências
sociais e demográficas do avanço da AIDS entre as mulheres;
estudos clínicos determinam ações profiláticas que reduzem o
risco da contaminação na gestação, no parto e no pós parto;
exames laboratoriais auxiliam no manejo da gestação e no
acompanhamento clínico da criança sorointerrogativa, mas
apesar dessas conquistas o que se observa no dia-a-dia dos serviços
de saúde é o despreparo dos profissionais e a ausência de ações
concretas planejadas e focalizadas neste segmento. Encontramos
atitudes preconceituosas e discriminatórias que dificultam o
acesso à informação e ao tratamento, inclusive no pré-natal.
Entendemos que uma ampla discussão
envolvendo a sociedade, especialmente através das organizações
de mulheres, o Estado e os profissionais de saúde pode apontar
caminhos e estratégias na direção da garantia dos direitos
das mulheres soropositivas, gestantes ou potencialmente
gestantes, no sentido de que possam dispor de serviços de
planejamento familiar preparados para orientá-las a respeito de
futuras gestações, considerando os aspectos clínicos, psicológicos
e sociais que envolvem sua condição sorológica, que permitam
o acesso a contracepção consciente e informada, evitando uma
gravidez indesejada, e que, principalmente, respeitem e
estimulem a autonomia da mulher na (re)construção de seus
projetos de vida e no exercício responsável de seus direitos
reprodutivos.
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| VIII
Encontro Feminista da América Latina e Caribe |
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Iáris Ramalho Cortês
Advogada e integrante da Assessoria Técnica do CFEMEA
O primeiro Encontro Feminista da América
Latina e Caribe aconteceu em 1981, Bogotá, Colômbia. O segundo
realizou-se em 1983, Lima, Peru. O Brasil (Bertioga), sediou o
terceiro, em 1985 e em 1987 foi a vez do México. Na Argentina
(San Bernardo), nos reunimos em 1990 e em 1993, na Costa del
Sol, San Salvador. Cartagena, no Chile, acolheu-nos em 1996 e
este ano, foi a vez da República Dominicana, praia de Juan
Dolio.
São, portanto, oito encontros de feministas
da América Latina e Caribe, nas últimas duas décadas.
Ligando os pontos desses encontros,
formaremos uma rede em toda a América Latina e Caribe. Uma rede
tecida pelas mulheres feministas desta região, em busca de um
espaço onde possam compartilhar idéias, experiências,
problemas, sonhos e aspirações.
Os encontros feministas são marcados, em sua
essência, pela flexibilidade dos temas e pela liberdade de
participação individual das mulheres. A organização, mínima
necessária para não provocar o caos, deixa as participantes
muito a vontade para que desfrutem à sua maneira, buscando
suprir suas necessidades nos espaços de aprofundamento político-teórico,
artístico-cultural, e afetivo.
Para o último encontro feminista do século
foi escolhido o lema "Apostando na Construção de um
Movimento Feminista Amplo, Diverso e Rebelde".
O eixo político foi seguido, em grandes espaços,
com a discussão dos temas: "O feminismo frente aos velhos
e novos modelos de dominação", "O feminismo como
movimento social" e "Perspectivas do feminismo
Latino-americano e Caribenho".
Além da programação política foram
oferecidos mais de 50 espaços para atividades entre fóruns,
oficinas, grupos de discussões e apresentação de projetos.
Entre os temas podíamos escolher participar de debates sobre a
violência, a saúde, o empoderamento político ou discutir o
feminismo com grupos de jovens, o lesbianismo com grupos de lésbicas
ou a autonomia feminista com grupos de autônomas.
Caminhando entre quase todos os grupos de
debates, podíamos ver temas "balzaqueanos" do
feminismo, como o aborto, a discriminação contra a mulher ou a
violência.
Avaliações de feministas históricas é
que, apesar de não ter avançado em termos concretos, estes
temas são hoje discutidos pela sociedade, que não os tratam
mais como se não existissem.
Um tema que ganhou grande espaço nos grupos
foi a questão da comunicação entre as feministas e além das
feministas. Ficou claro que a necessidade de se alcançar a
grande mídia para tratar de temas de nosso interesse específico
é essencial para o crescimento de nossas idéias. Para isto é
preciso que as mulheres busquem dominar os artefatos da comunicação.
Outro tema também muito debatido foi a
globalização. Atacada, defendida, conceituada e debulhada, a
globalização tomou grande espaço em nossas discussões, para,
ao final, não ter conclusão, a não ser da irreversibilidade
da mesma e da necessidade de aprendermos a utilizar o que de bom
ela oferece.
Podíamos contar também com oportunidades
para trabalhos de corpo, dos sentidos, rituais e simbologias
feministas, massagens e outras terapias alternativas.
Nenhum encontro feminista pode esquecer a
parte lúdica. Em Juan Dolio o cenário ajudou as organizadoras,
pois dispunha do mar azul, transparente e tépido do Caribe, de
um céu ensolarado durante os dias e que às noites nos
presenteava com uma maravilhosa lua cheia, presente perfeito
para toda bruxa, seja sua vassoura de palha, de fibra, a motor
ou supersônica.
Os seis dias do VIII Encontro Feminista da América
Latina e Caribe - 21 a 26 de novembro -, passaram de forma
prazerosa e produtiva, cheia de encontros e reencontros, falas e
escutas, alguns desencontros naturais e impossíveis de serem
evitados em todo grande evento. O importante é que aconteceu e
continuará acontecendo apesar das dificuldades financeiras das
feministas participantes, pois o feminismo é uma realidade
irreversível na nossa sociedade e sua tendência é atingir
todas as mulheres do Planeta, mesmo aquelas para quem o termo
continua sendo tabu, mas que na prática, se conduzem como
verdadeiras feministas "de carteirinha".
As brasileiras que foram e as que não foram,
que pensem e comecem a azeitar suas vassouras para, no ano 2.002
estarmos juntas em Costa Rica, no IX Encontro Feminista da América
Latina e Caribe e possamos aprofundar nossas experiências, dúvidas
e sonhos do início do novo século.
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| Curso
pioneiro em Santa Catarina forma mulheres para atuação política |
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Mirtes Valles Piovezan e Zuleika Mussi
Lenzi
ICESPE - Instituto Catarinense de Estudos Sociais, Políticos e
Econômicos
Despertar nas mulheres a vontade de
participar na vida pública. Mais do que isso, orientar e
fornecer a elas conteúdos necessários para o efetivo ingresso
na carreira política. Foi com este objetivo que, num esforço
conjunto, quatro instituições catarinenses comprometidas com a
questão de gênero, ICESPE - Instituto Catarinense de Estudos
Sociais, Políticos e Econômicos, ACMC - Associação Casa da
Mulher Catarina, Câmara da Mulher Empresária da AEMFLO e
BPW/RMF - Associação de Mulheres de Negócios da Região
Metropolitana de Florianópolis, idealizaram e realizaram em
Florianópolis-SC o Curso de Atuação Política para Mulheres,
destinado às mulheres interessadas na participação em
atividades políticas, lideranças empresariais, sindicais e
comunitárias. Foi uma iniciativa pioneira, cujos resultados
positivos começam a dar frutos, incentivando a realização de
outras experiências na mesma direção.
A médio prazo, pretende-se incrementar a
participação feminina na política - ocupar, efetivamente, o
espaço político criado pela legislação eleitoral vigente. A
Lei 9.504/97 garante apoio decisivo para a disputa de uma fatia
expressiva dos cargos eletivos; para o ano 2.000, está
assegurada às mulheres a cota de participação de 30% em cada
nominata de candidatos aos cargos próprios de eleições
proporcionais.
O preenchimento dessa cota vem se tornando,
na prática, um verdadeiro desafio para os partidos políticos e
para as mulheres que se interessam pela carreira. Basta
verificar que, nas últimas eleições, o número de
candidaturas femininas ficou longe de atingir o mínimo exigido:
apenas 48 candidatas disputaram os diferentes cargos oferecidos
( Governo Estadual, Câmara Federal, Assembléia Legislativa e
Suplentes ao Senado), representando 11, 53% num total de 416
candidaturas. Se as cotas femininas, previstas nos artigos 10º
e 80º da Lei 9.504/97, fossem atendidas, o número de
candidatas nas últimas eleições poderia ter chegado até 104,
mais do que o dobro do registrado! Assim, apenas uma minoria de
mulheres desponta nos pleitos eleitorais.
É dentro dessa perspectiva que se insere a
criação do Curso de Atuação Política para Mulheres.
Entende-se sua criação e implementação como o início de um
longo processo de preparação que tem por objetivo assegurar e
ampliar o espaço político reservado para o segmento feminino.
Espaço este - é verdade - que vem crescendo, gradativamente,
nos últimos anos, com a proeminência de várias lideranças
femininas.
O Curso foi realizado durante o período de
seis meses, de maio a outubro de 99, num total de 66 horas/aula.
Com caráter suprapartidário, foi desenvolvido em três etapas:
Informação e Conscientização Política, Preparação das
Mulheres no Poder e A Mulher em seu Papel no Legislativo e no
Executivo. Destinou-se não só às mulheres que aspiram a uma
carreira política, como também as que se sentem excluídas de
cargos públicos. Através da ótica de Gênero, procurou
oferecer maior capacitação técnica e ética para as
participantes, tendo em vista o adequado desempenho de suas funções
numa sociedade em permanente transformação.
Dentre os temas que foram abordados,
destacaram-se: A Mulher na Legislação Brasileira, A Mulher e a
Grande Transformação no Novo Milênio; História do Corpo;
Breve Histórico sobre a Participação Política da Mulher;
Mulher e Cidadania - Direitos Humanos; Conceituando Gênero;
Partidos Políticos e Processo Eleitoral; A Participação da
Mulher em Organizações Formais e Informais; A Mulher e a
Administração Pública; a Organização do Estado e a Relação
entre os Poderes; e Planejamento a Partir de uma Abordagem de Gênero.
Foram convidadas para as palestras professoras da área acadêmica,
especialistas na questão de gênero e mulheres que ocupam
cargos públicos.
A aceitação do curso foi excelente junto às
participantes, unânimes em entender que o esforço para se
assimilar os problemas relacionados com as questões de gênero
demanda tempo e experiência prática. A maior parte delas
informou que a participação no Curso trouxe melhor compreensão
sobre a histórica luta das mulheres pela igualdade de direitos.
Na avaliação das participantes, há necessidade de se
continuar a discussão das questões políticas, seja através
da continuidade do curso ou em reuniões periódicas do próprio
grupo.
O número de inscrições era limitado (35
vagas). Estima-se que 5 mulheres do grupo deverão ser
candidatas nas eleições municipais do ano 2000. Do total de
participantes, 57% vieram da área empresarial, 22% de órgãos
públicos e somente 13% de partidos políticos. Outro dado
importante relaciona-se à faixa etária: 78% das participantes
têm idade entre 40 e 59 anos.
Pode-se considerar positivo o trabalho
conjunto realizado pelas instituições organizadoras do curso,
que, apesar dos objetivos diversos, estão envolvidas na discussão
da participação política da mulher. Todas as referências
indicam que iniciativas dessa natureza devem prosperar,
colaborando decisivamente para a ampliação dos espaços políticos
hoje ocupados pelas mulheres.
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| As
conquistas das mulheres durante o ano de 1999 |
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Neste último número do FÊMEA no ano de
1999, é bom que esta página resgate um pouco do que foi feito
desde janeiro quando realizou-se a IV Reunião Nacional, da AMB,
em Natal, com a presença de 23 estados e do Distrito Federal,
porque iniciamos aí um processo envolvendo todos os fóruns de
mulheres, para avaliação destes últimos 5 anos, definimos uma
agenda política comum e estabelecemos uma nova estrutura para a
AMB.
Ao nível dos estados, a sistematização do
Índice de Compromissos Cumpridos permitiu aos Fóruns avaliar
os avanços e obstáculos enfrentados localmente. As informações
obtidas geraram uma base de dados que nos permitirá a avaliação
sistemática da situação em cada unidade da federação.
Em julho a AMB tomou a iniciativa e,
juntamente coma RedeSaúde, organizamos um abaixo assinado
reivindicando a reestruturação do Conselho Nacional dos
Direitos da Mulher, de modo a atender o compromisso assumido
pelo Governo brasileiro em Beijing'95. Em agosto, o documento
foi entregue, em audiência, ao Secretário Nacional de Direitos
Humanos Dr. José Gregori. Participamos das discussões que se
seguiram sobre a reestruturação do CNDM e a partir da evolução
deste debate, discutimos e definimos que a AMB deveria ter uma
representante no CNDM, indicamos o nome de Wânia Santana, que
assumiu este lugar em novembro.
Também em agosto, realizamos uma reunião da
Coordenação Executiva Nacional, em Brasília e estabelecemos o
formato e as linhas gerais de conteúdo do documento que a AMB
vai apresentar avaliando os impactos do período pós-Beijing.
Nos articulamos com as demais iniciativas dos
movimentos de mulheres dos países do Cone Sul (Argentina,
Chile, Paraguai e Uruguai) , participando com 7 representantes
da AMB no Seminário Regional 5 Anos após Beijing - Agenda das
Mulheres para o Novo Milênio.
No início de novembro, já havíamos
consolidado várias parcerias e tínhamos prontas as bases do
documento da Articulação de Mulheres Brasileiras para a avaliação
destes 5 anos. Contando com vários relatórios temáticos
produzidos a partir da colaboração entre a AMB e o CFEMEA,
CLADEM, FASE, REDEH, RedeSaúde, SOS Corpo, uma Comissão de
Sistematização elaborou uma proposta preliminar que foi
submetida à segunda reunião da Coordenação Executiva
Nacional - CEN, realizada no dia 8 de dezembro, no Rio de
Janeiro.
Às vésperas da reunião da CEN,
participamos do Seminário sobre Pequim + 5, promovido pelo
Observatório da Cidadania, oportunidade em que pudemos
apresentar uma avaliação preliminar destes 5 anos, discutir,
receber sugestões e críticas muito bem balizadas para o
aprimoramento do balanço nacional da AMB, que deverá estar
sendo divulgado em janeiro do ano 2000.
Este balanço nacional avalia a partir de uma
perspectiva de gênero e de afirmação dos direitos das
mulheres os avanços, as lacunas e os obstáculos na implementação
de políticas públicas, identificando os principais desafios
para o futuro. Destacam-se, em especial, as políticas
comprometidas nas "Estratégias da Igualdade",
elaborada pelo CNDM em 1997 e que se constitui numa espécie de
plano nacional. As áreas abrangidas por este balanço nacional
dizem respeito ao desenvolvimento sustentável; educação e
capacitação; emprego e renda; combate à pobreza; violência
contra a mulher e direitos humanos; acesso da mulher ao poder;
saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais; mulher e mídia;
além do mecanismo institucional para dar cumprimento à
Plataforma de Ação Mundial aprovada na China.
No decorrer deste ano, pôs-se em curso um
esforço coletivo nacional das organizações do movimento de
mulheres no sentido de avaliar e, ao mesmo tempo, reivindicar e
propor medidas para o futuro. O bom casamento entre
conhecimentos técnicos, instrumentos de monitoramento e a
articulação do movimento de mulheres nos prometem um ano 2000
com forças políticas potencializadas.
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| Democracia,
justiça econômica e de gênero |
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Como informou a última edição do FÊMEA,
realizou-se em outubro, no Uruguai, o Seminário Regional 5 Anos
após Beijing - Agenda das Mulheres para o Novo Milênio. A
seguir, apresentamos as conclusões deste Seminário sobre as áreas
e temas críticos para o movimento de mulheres, que devem ser
instalados na agenda regional, visando o fortalecimento da
democracia, bem como a justiça econômica e de gênero.
No evento, estiveram reunidas articulações
de mulheres da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.
- Intervir nos debates da agenda democrática de nossos países:
descentralização, reforma do estado, justiça econômica,
transparência nas instituições e no sistema jurídico.
- Abrir espaço para que se discuta a violência urbana
sobre uma perspectiva de segurança cidadã, confrontando
visões conservadoras e policialescas sobre esta questão.
- Buscar incorporar à discussão do movimento de mulheres
os efeitos dos acordos multilaterais de crédito e sua incidência
nas condições de vida das nossas sociedades.
- Transcender a estrutura guetizada da problemática das
mulheres visando dar enfoque transversal às mudanças das
relações de gênero.
- Considerar diferentes cenários adotando diferentes estratégias
de negociação com os estados, pensando-se a denúncia, a
pressão e a negociação como ações complementares de
empoderamento.
- Destacar temas prioritários pendentes da Plataforma de Ação
Mundial aprovada em Beijing´95, reinsta-lando-os no debate,
haja vista que esta Plataforma continua sendo um importante
eixo de trabalho.
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| Sou
cidadã, conheço meus direitos |
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O direito de ser mulher vivendo com AIDS
O que é a AIDS
Formas de transmissão
Manifestações da doença
Clique
aqui para ver essa matéria no Guia dos Direitos da Mulher
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| Bioética,
direitos humanos e gênero |
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A Anis - Instituto de Bioética, Direitos
Humanos e Gênero - está divulgando seus trabalhos. É uma ONG
que promove os direitos humanos no campo da bioética com ênfase
especial na defesa dos interesses de grupos socialmente vulneráveis.
As linhas básicas de atuação são: bioética em pesquisa na
área de gênero; democratização e popularização da bioética
e acompanhamento dos temas relacionados à bioética no
Legislativo. Maiores informações pelo telefone (61) 344-7889,
pelo fax (61) 343-1994 ou pelo e-mail anis@zaz.com.br.
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| Comunidade
afro-brasileira |
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O II Curso de Capacitação em Administração
Pública da Comunidade Afro-Brasileira será realizado no período
de 24 de janeiro a 15 de fevereiro do ano 2000 abordando temas
como: direito constitucional, teoria geral do Estado, etc. O
curso destina-se a entidades e organizações do movimento negro
que lutem por igualdade de oportunidades no campo institucional.
Os participantes terão direito a passagens, hospedagem,
alimentação e ajuda de custo no valor de R$ 300,00. Os
candidatos deverão ter nível superior em andamento ou concluído.
Informações pelo telefax (61) 273-3732.
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| Grupo
de homens |
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O grupo de homens "O outro lado do
sol", formado há 5 anos em Recife, reúne atualmente um
grupo de 17 homens que tem por objetivo refletir sobre a condição
masculina, bem como reconstituir as relações entre homens e
mulheres e entre os próprios homens com base no reconhecimento
das diferenças e no respeito mútuo. Os integrantes trabalham
como educadores em instituições de ensino médio e
fundamental, governamentais ou populares. Espaços que
incorporam as discussões sobre relações de gênero e
cidadania. Informações pelo telefone (81) 231-7408 ou pelo fax
(81) 222-2799.
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| O
desafio da diferença |
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"O desafio da diferença: articulando gênero,
raça e classe" é o nome do simpósio que será realizado
de 9 a 12 de abril do ano 2000, em Salvador. O objetivo é
apresentar e discutir trabalhos relacionados a gênero, raça e
classe. O evento vai proporcionar o desenvolvimento de idéias,
teorias e análises através da investigação da construção
social das diferenças. O evento é organizado pela Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia.
Maiores informações pelos telefones (71) 332-2212 ou 741-2676.
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| Catálogo
DST/AIDS |
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O Ministério da Saúde apresentou um novo
formato do catálogo Treinamento DST/AIDS. Ele está dividido
por regiões e também por instituições afins, como ONGs,
Centros de Referência Nacional em AIDS, Centros de Treinamento
de DST e Universidades. O catálogo contém 800 cursos em 93
instituições conveniadas, oferecendo aproximadamente 20.000
vagas. Os cursos disponíveis pertencem às áreas de
epidemiologia, prevenção, assistência e gestão.
Recursos da ordem de 4,4 milhões de reais
foram alocados pelo Ministério da Saúde no âmbito do projeto
AIDS II. Estes cursos estão sendo oferecidos com o objetivo de
aprimorar os conhecimentos dos profissionais que atuam na área
de DST/AIDS, prioritariamente aqueles vinculados ao SUS e ONGs,
rede pública e outras instituições que atuam na área de
DST/HIV e AIDS. Maiores informações no site http://www.aids.gov.br.
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| Direitos
humanos |
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O Movimento Nacional dos Direitos Humanos -
Região Centro-Oeste - está oferecendo o curso de Agentes Jurídicos
Populares, de 7 a 9 de janeiro de 2000. O objetivo é capacitar
lideranças para atuarem como agentes jurídicos populares
diante dos Poderes Públicos. O curso é destinado a
representantes dos Centros de Direitos Humanos, Sindicato dos
Trabalhadores Rurais e entidades convidadas. Maiores informações
pelo telefone (62)202-1620 ou pelo fax (62)202-2161.
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